Para gerir e coordenar seus projetos sociais e de meio ambiente, a Gafisa S.A. criou, em 2007, um Comitê de Responsabilidade Social, composto por representantes de diversas áreas. Internamente, já no processo de integração de novos colaboradores, a empresa preocupa-se em transmitir mensagens que estimulam o comprometimento social e ambiental, assim como seus projetos.
Meio Ambiente
A companhia encara a contribuição para preservar os recursos naturais não apenas como dever, mas como uma medida fundamental para a valorização da sua marca e de seus negócios. Na adoção de medidas ambientalmente corretas, identifica também um diferencial mercadológico, em razão da preocupação crescente dos consumidores com preceitos ecológicos e da preferência por empreendimentos que permitam um maior contato com a natureza.
A Gafisa S.A. e suas subsidiárias cumprem todas as determinações legais relativas a meio ambiente e empenham-se em excedê-las. Realizam monitoramento completo sobre os impactos provocados por suas obras, de forma a buscar alternativas para minimizá-los e realizar ações compensatórias. Esse processo tem início no licenciamento e prosseguem com projetos de monitoramento e educação ambiental na obra, além de iniciativas subsequentes à instalação que envolvem moradores e comunidade do entorno.
Dentre as medidas ambientais adotadas, um dos destaques é a realização de coleta seletiva em todos os escritórios e obras. A ideia é promover a gestão correta dos resíduos por meio da redução do volume produzido, da reutilização de materiais, da coleta seletiva e posteriormente, da reciclagem. Assim como o programa 5S, introduzido em todas as unidades da empresa, a coleta seletiva resulta em obras e áreas mais limpas e organizadas.
Os resíduos acumulados nos canteiros de construção são comercializados e convertidos em prêmios, destinados aos trabalhadores terceirizados que neles atuam. O engenheiro da obra é responsável por fazer o contato com a empresa de coleta seletiva para agendar a remoção dos materiais, enquanto o prefeito de 5S de cada empreendimento treina os funcionários sempre que julgar necessário, além de realizar a divulgação, o sorteio e a entrega dos prêmios adquiridos com os recursos provenientes da coleta seletiva.
Nos empreendimentos AlphaVille, o programa de coleta seletiva de resíduos sólidos é realizado com a participação de cooperativas de catadores de materiais, para que a comunidade do entorno dos empreendimentos seja contemplada com uma alternativa de geração de renda.
O uso racional de recursos não-renováveis é prioridades nos loteamentos AlphaVille, a exemplo de bacias de retenção de água de chuva, adotadas em uma série de projetos no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, e sistemas de reuso de água para fins não-residenciais, em projetos no Rio Grande do Norte e em São Paulo.
Em 2008, a Gafisa pretende adotar o programa Canteiro Sustentável, que conciliará várias ações para minimizar os impactos ambientais de seus empreendimentos, com a difusão de medidas como utilização de material reciclado para a confecção do canteiro, aproveitamento de água de chuva e de percolação e uso de gás para o aquecimento do chuveiro. Algumas iniciativas já estão em andamento, como o reaproveitamento de água para a lavagem de caminhões e do próprio canteiro.
Áreas de preservação
Nos empreendimentos AlphaVille, em média 4% do valor de obra é destinado ao meio ambiente. A baixa densidade demográfica que caracteriza os projetos faz com que as áreas verdes e de preservação tenham um percentual bastante elevado. Em Santana do Parnaíba (SP), no AlphaVille Burle Marx, as áreas verdes e de preservação correspondem
a 71% do loteamento. Em Pinhais (PR), o AlphaVille Graciosa mantém a maior Reserva de Araucárias em área urbana do País, com as áreas verdes e de preservação correspondendo a mais de 1 milhão de metros quadrados, enquanto os lotes edificáveis correspondem a apenas 37% da área total.
Soluções sustentáveis
Uma das vias utilizadas para minimizar o impacto ambiental de suas atividades é estudar a adoção de novos procedimentos e tecnologias que assegurem o respeito à natureza durante e depois das obras.
O lançamento, em 2007, do Eldorado Business Tower foi um marco nesse sentido. A obra está pré-certificada – o reconhecimento definitivo deve ocorrer no início de 2008 – e será o quarto empreendimento do mundo a receber o selo Leed® CS 2.0 Platinum (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido U.S. Green Building Council, em razão do conjunto de soluções sustentáveis adotadas no empreendimento paulistano. Os critérios para a certificação foram desenvolvidos com a colaboração de cientistas, engenheiros e arquitetos de todo o mundo, e o selo é o mais aceito para orientação e mensuração de construções sustentáveis. Atualmente, além do prédio da Gafisa, apenas outros três, em todo o mundo, detém a distinção.
No Eldorado, a introdução de novas tecnologias possibilitou uma expressiva redução no consumo de insumos como água e energia, tanto durante a obra como depois de sua conclusão. Enquanto a média do custo do condomínio em um prédio do mesmo padrão é em torno R$ 15,00 por metro quadrado, no novo empreendimento ele é praticamente a metade desse valor.
Tecnologias
Dentre as soluções adotadas no Eldorado estão o armazenamento de água de condensação proveniente de condicionadores de ar e captação a água de percolação; a instalação de bacias com válvulas dual flush, com duplo acionamento, que permite ao usuário controlar a vazão de água; sistema de ar-condicionado setorizado - e tecnologia frenagem degenerativa, pioneira no Brasil, que transfere a energia dissipada na descida de um elevador para outro que está subindo. Durante a execução do projeto, a Gafisa contratou 47% de matérias-primas de empresas localizadas num raio de 800 quilômetros a partir de São Paulo, contribuindo para a redução de emissões de poluentes. Além disso, introduziu no Manual do Proprietário um capítulo com dicas para contribuir no dia a dia, com o meio ambiente.
A Gafisa também criou um grupo de estudos composto por engenheiros internos para avaliar a viabilidade de replicar, em seus novos empreendimentos residenciais, as soluções adotadas no Eldorado.
Recuperação de áreas degradadas
O lançamento, em 2007, do Eldorado Business Tower foi um marco nesse sentido. A obra foi o quarto empreendimento do mundo a receber o selo Leed® CS 2.0 Platinum (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido U.S. Green Building Council, em razão do conjunto de soluções sustentáveis adotadas no empreendimento paulistano. Os critérios para a certificação foram desenvolvidos com a colaboração de cientistas, engenheiros e arquitetos de todo o mundo. O selo é o mais aceito para orientação e mensuração de construções sustentáveis. Atualmente, além do prédio da Gafisa, apenas outros três, em todo o mundo, detém a distinção.
Ação semelhante foi realizada em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís (MA). No terreno onde será realizado loteamento da AlphaVille, uma erosão semelhante vinha degradando o mangue localizado na área do entorno. Sem esse projeto, o ecossistema não poderia se recuperar, porque a água das chuvas e os desmoronamentos de terra assoreavam uma grande área do mangue.
Ações Sociais
O compromisso com as comunidades com as quais a companhia se relaciona é demonstrado por meio de uma série de ações que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das atuais e futuras gerações. Em 2007, a principal iniciativa corporativa foi a Semana Solidária, promovida na última semana de novembro, em São Paulo e no Rio de Janeiro, na qual se envolveram mais de cem voluntários, entre colaboradores e fornecedores. Cada medida contemplada na Semana Solidária foi coordenada por um integrante do Comitê de Sustentabilidade, integrando colaboradores e familiares em um sábado repleto de atividades. Elas incluíram: revitalização das áreas comuns da Escola Estadual César Martinez, em São Paulo, e do Orfanato Santa Rita de Cássia, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro; doação de sangue; plantio de mudas; sacolas de Natal e arrecadação de fundos para a ONG Amigos do Bem; além do Colorindo a Obra, uma ação realizada na obra-piloto Paço da Águas.
Outras iniciativas foram dirigidas a comunidades de regiões próximas a empreendimentos erguidos em São Paulo. Uma delas foi a revitalização da Praça Acapulco, em Santo Amaro (zona sul de São Paulo), beneficiando moradores da região com um espaço de lazer. Para crianças da escola Miosótis e moradores do entorno do empreendimento Miosótis, também na zona sul da capital, foram promovidas apresentações de palhaços e da Turma do Cocoricó. E o concurso O que é mágico para você?,realizado entre os estudantes do Colégio Elvira Brandão, na Chácara Santo Antônio, premiou com brinquedos educativos e bolsas escolares os três autores das melhores perguntas.
Fundação AlphaVille
A Fundação AlphaVille foi criada em 2000, com a missão de promover o desenvolvimento das comunidades do entorno dos residenciais desenvolvidos pela empresa. Os projetos privilegiam a inclusão social baseada nos talentos locais e no manejo sustentável dos recursos naturais. A instituição mantém um quadro diretivo próprio, a partir do envolvimento e comprometimento crescentes da empresa com causas socioambientais. A entidade desenvolveu uma metodologia de tecnologia social sustentável e elabora seus projetos para que possam ser geridos, ao longo do tempo, pelas próprias comunidades. Em 2006 e no primeiro semestre de 2007, a Fundação criou cinco novos projetos, além dos 32 já desenvolvidos ao longo dos seus sete anos de existência.
- Bairro Escola AlphaVille Brasil (Barueri) – Desenvolvido em parceria com a Associação Cidade Escola Aprendiz, foca a educação e a formação das comunidades, por meio do fortalecimento das relações entre a comunidade e a escola. Praças, parques, becos, museus, teatros e oficinas, entre outros locais, podem se transformar em salas de aula. O projeto-piloto foi iniciado na comunidade do Jardim Imperial, em Barueri, com o atendimento semanal de 1.600 jovens e crianças. A experiência está sendo estendida ao município de Colombo (PR).
- Escolas Ecológicas – Incentiva um relacionamento sustentável entre o meio ambiente e a comunidade. A proposta é engajar crianças e adolescentes, tornando-os multiplicadores de conceitos, e oferecer orientação e formação ecológica e social às comunidades.
- Comitê de Democratização da Informática – Formação de Escola de Informática e Cidadania AlphaVille (Eica), em parceria com a ONG Comitê para a Democratização da Informática. Atende 200 pessoas em Santana do Parnaíba e 150 em Fortaleza.
- Laboratórios de Informática – Visa a cidadania e inclusão digital dos moradores do Parque Imperial, em Barueri e beneficia cem jovens. É mantido em parceria com o Fundo Social de Barueri, a Assinco Informática e a ONG Pensamento Digital. Além dessas iniciativas, são mantidos projetos nos municípios de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba – PR), Santana de Parnaíba (SP), Barueri (SP), Cotia (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Cuiabá.
A Fundação AlphaVille também apóia atividades de voluntariado e a conscientização de seus colaboradores sobre a preservação do meio ambiente. Com o projeto Tô de Olho, no escritório de São Paulo, foram obtidas reduções de 33% no consumo água, 20,9% de eletricidade e 30% de papel. E durante o Dia de Fazer a Diferença, 280 colaboradores atuaram em projetos de melhoria das comunidades. Em Curitiba (PR), as atividades incluíram reforma do parquinho, da área externa e das salas de informática e plantio de árvores e flores no Centro de Convivência de Graciosa. Em Salvador (BA), foram feitas melhorias no Centro de Convivência do Bairro da Paz. Em Barueri (SP), a reforma do parquinho e pintura dos muros do prédio da creche Planeta Criança. Em Carapicuíba, consistiram de reforma do refeitório, pintura e conserto dos quatro playgrounds; plantio da horta e reforma da quadra do Abrigo Santa Terezinha, onde vivem 156 crianças.